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A segunda
chance - por Gustavo Zimmermman
O que falar sobre
artes marciais? Sempre tive vontade de aprender algum tipo de artes
marciais, mas infelizmente nunca o fiz, talvez por medo dos outros
alunos, que estavam mais tempo na academia e podiam se considerar
mais experientes que eu e de alguma forma mostrar tudo que haviam
aprendido com alunos novatos que seria o meu caso; ou porque nunca
tive tempo e estava mais interessado em outra atividades.
Um dia conheci um
"figura", por assim dizer, chamado André Seabra. Desde o primeiro
dia em que conversamos nos demos bem. Nessa época, a uns 2 ou 3
anos, fazíamos um curso sobre redes de computadores e ele vez ou
outra, me falava sobre o aikido. Sempre tentava explicar a filosofia
dessa arte marcial, de forma a esclarecer que não se tratava somente
para autodefesa, mas sim para um melhoramento pessoal, mas mais uma
vez, não me interessei muito sobre esse assunto. Após o término
desse curso não tivemos mais tanto contato quanto tínhamos antes,
mas sempre que havia possibilidade nos conversávamos e ele me
convidando para ir ao "Dojo" e assistir uma aula.
Este ano, apesar
de estar no início do ano, várias coisas me aconteceram tanto boas
quanto ruins e de alguma forma, talvez por falta de experiência, me
senti perdido algumas vezes sem saber o q fazer. Sentia que
precisava de algo, ou alguma coisa para me acalmar e que me fizesse
uma pessoa mais consciente das coisas que fazia.
Conversando
novamente com esse meu amigo André Seabra, perguntei para ele se
havia algum problema de eu assistir uma aula de aikido no "Dojo" e
prontamente ele respondeu que não. Nunca imaginei que faria uma
aula, mas sim, que só assistiria o treino.
Senti algo muito
bom quando entrei no "Dojo", uma tranqüilidade muito grande e não
foi diferente quando fiz a aula pela primeira vez. O Sensei Júnior
pelo pouco que conversei e convivi me mostrou ser uma pessoa muito
boa e tranqüila, algo que deve ser muito importante para quem ensina
artes marciais. Além disso, a impressão que tive sobre a aula foi
muito boa, pois é uma forma de relaxar, ou seja, todo o stress
diário consegue ser tirado.
O aikido me
mostrou que não é apenas uma arte marcial, mas uma maneira de se ver
as coisas, analisar tudo de uma outra maneira, de uma maneira mais
calma sempre procurando o bem, mostrou também como ser uma pessoa
honrada e ajudar sempre os outros, independente de receber algo em
troca.
Agradeço ao meu
amigo André Seabra, por ter me apresentado ao aikido, ao Sensei
Júnior por ter paciência comigo e espero continuar no grupo
SHIKANAI.
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